segunda-feira, 26 de abril de 2010

Nota sobre o PNDH - Importante divulgar

Pastoral de Católicos na Política da Arquidiocese do Rio e do Leste 1

NOTA sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos

A Pastoral de Católicos na Política da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e do Leste 1 se manifesta por meio desta Nota sobre a proposta de implementação do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 proposta pelo Governo.

1. O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) suscita graves preocupações não apenas pela questão do aborto, do casamento de homossexuais, das adoções de crianças por casais do mesmo sexo, pela proibição de símbolos religiosos nos lugares públicos, pela transformação do ensino religioso em história das religiões, pelo controle da imprensa, a lei da anistia, etc, mas, sobretudo, por uma visão reduzida da pessoa humana. A questão em jogo é principalmente antropológica: que tipo de pessoa e de sociedade é proposto para o nosso país.

2. No programa se apresenta uma antropologia reduzida que sufoca o horizonte da vida humana limitando-o ao puro campo social. Dimensões essenciais são negadas ou ignoradas: como a dignidade transcendente da pessoa humana e a sua liberdade; o valor da vida, da família e o significado pleno da educação e da convivência. A pessoa e os grupos sociais são vistos como uma engrenagem do Estado e totalmente dependentes de sua ideologia.

3. Os aspectos positivos, que também existem, e que constituíram grandes batalhas da CNBB e de outras importantes organizações da sociedade civil, são englobados dentro de um sistema ideológico que não respeita a concepção de vida humana da grande maioria do povo brasileiro. Por isso, são de grande valia os pronunciamentos de tantos setores da sociedade, que mostraram profunda preocupação com as consequências da aplicação desse Programa.

4. Nesta 3ª edição do PNDH, estamos diante de uma cartilha de estilo radical-socialista, que esta sendo implantada na Venezuela, no Equador e na Bolívia, e que tem em Cuba o seu ponto de referência.

5. Trata-se de um projeto reduzido de humanidade destinado a mudar profundamente a nossa sociedade.

6. Vida, família, educação, liberdade de consciência, de religião e de culto não podem ser definidos pelo poder do Estado ou de uma minoria. O Estado reconhece e estrutura estes valores que dizem respeito à dignidade última da pessoa humana, que é relação com o infinito e que nunca pode ser usada como meio, mas é um fim em si mesma. A fonte dos direitos humanos é a pessoa e não o Estado e os poderes públicos.

7. O programa do Governo é um claro ato de autoritarismo que enquadra os direitos humanos num projeto ideológico, intolerante, que fez retroceder o país aos tempos de ditadura.

8. Diante desse instrumento de radicalização, somos todos interpelados face às ameaças que dele derivam à eficácia de valores vitais, como os da vida, da família, da pessoa, do trabalho, da liberdade e da Justiça.

9. Os membros da Pastoral de Católicos na Política da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e do Leste 1, posicionam-se fortemente contra tal programa e desejam ver bem discutidas estas propostas de modo a transformá-las, de ameaça que são, em um esforço útil a todo o Povo Brasileiro.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ANTICONCEPÇÃO E ESTERILIZAÇÃO-PERGUNTAS E RESPOSTAS

A anticoncepção em perguntas e respostas
(que ensina a Igreja Católica sobre isso?)
1. Para que serve a união sexual?
Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.
2. Toda relação sexual tem que gerar filhos?
Não necessariamente. Mas ela deve estar sempre aberta à procriação. Senão ela deixa de ser um ato de amor para ser um ato de egoísmo a dois.
3. Uma mulher depois da menopausa não pode mais ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com seu marido?
Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.
4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim ele pode ter relação sexual com sua esposa?
Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.
5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?
Neste caso eles estarão pecando contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.
6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?
Há vários meios, todos eles pecaminosos:
a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)
b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom ou “camisinha de vênus”), o diafragma e o preservativo feminino.
c) as pílulas e injeções anticoncepcionais, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.
7. Como é que a pílula anticoncepcional funciona?
A pílula anticoncepcional é um conjunto de dois hormônios - o estrógeno e a progesterona - que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormônio FSH, que faz amadurecer um óvulo. A mulher que toma pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre recebendo a mensagem falsa de que ela está grávida.
8. A pílula é um remédio para não ter filhos?
Você não chamaria de remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar. O que a pílula faz é que o ovário (que está funcionando bem) deixe de funcionar. Logo ela não é um remédio, mas um veneno.
9. Quais são os efeitos desse veneno?
Além de fechar o ato sexual a uma nova vida, a pílula – conforme estudos realizados – expõe a mulher a graves conseqüências para a sua saúde. Eis algumas delas:
· doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio;
· aumento da pressão arterial;
· tumores no fígado;
· câncer de mama;
· problemas psicológicos, como depressão e frigidez;
· obesidade;
· manchas de pele;
· cefaléias (dores de cabeça);
· certos distúrbios de visão;
· aparecimento de caracteres secundários masculinos;
· envelhecimento precoce.
(Cf. GASPAR, Maria do Carmo; GÓES, Arion Manente. Amor conjugal e paternidade responsável. 2. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 1984, p. 50-51.)
10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?
É verdade. Para reduzir os efeitos colaterais, os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula. Isto significa que cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação.
11. Assim as mulheres de hoje que usam pílula podem ovular?
Podem. E, caso tenham relação sexual, podem conceber. Mas quando a criança concebida na trompa chegar ao útero, não encontrará um revestimento preparado para acolhê-la. O resultado será um aborto.
12. Então a pílula anticoncepcional é também abortiva?
Sim. Este é um dos seus mecanismos de ação: impedir a implantação da criança no útero. Isto está escrito, por exemplo, na bula de anticoncepcionais como Evanor e Nordette: “mudanças no endométrio (revestimento do útero) que reduzem a probabilidade de implantação (da criança)”. A bula de Microvlar diz: “Além disso, a membrana uterina não está preparada para a nidação do ovo (a criança)”.
13. Em resumo, quais são os mecanismos de ação das pílulas ou injeções anticoncepcionais?
a) inibir a ovulação;
b) aumentar a viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides;
c) impedir a implantação da criança concebida (aborto).
14. Existem dias em que a mulher não é fértil. Nesses dias o casal pode ter relação sexual?
Pode. Pois ao fazer isso eles não colocam nenhum obstáculo à procriação. A própria natureza é que não é fértil naqueles dias.
15. O casal pode procurar voluntariamente ter relações sexuais somente nos dias que não são férteis, a fim de impedir uma nova gravidez?
Pode, mas deve ter razões sérias para isso. Pois em princípio um filho não deve ser “evitado”, mas desejado e recebido com amor. Uma família numerosa sempre foi considerada uma bênção de Deus (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2373).
16. Como se chama a abstinência de atos conjugais nos dias férteis?
Chama-se continência periódica. É popularmente conhecida como “método natural” de regulação da procriação. Não se deve falar em “planejamento familiar”, pois esse termo foi criado pelos defensores do aborto, da esterilização e da anticoncepção. Os documentos oficiais da Igreja nunca usam a expressão “planejamento familiar”. Ao contrário, usam paternidade responsável ou procriação responsável.
17. Que diz a Igreja sobre a paternidade responsável?
“Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito à lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento” (Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, n.º 10).
18. Dê exemplos de motivos graves que seriam válidos para se limitar ou espaçar os nascimentos através da continência periódica.
Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes, “já que o matrimônio se ordena, por sua própria natureza, aos filhos, esta decisão [de praticar a continência periódica] só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, econômica ou social”.
As razões médicas “poderiam reduzir-se a duas:
1º) perigo real e certo de que uma nova gravidez poria em risco a saúde da mãe;
2º) perigo real e certo de transmitir aos filhos doenças hereditárias”.
“As razões psicológicas estão constituídas por determinados estados de angústia ou ansiedade anômalas ou patológicas da mãe diante da possibilidade de uma nova gravidez”.
“As razões econômicas e sociais são aquelas situações problemáticas nas quais os cônjuges não podem suportar a carga econômica de um novo filho; a falta de moradia adequada ou a sua reduzida dimensão, etc.
Estas razões são difíceis de avaliar, porque o padrão mental é muito variado e porque se introduzem também no julgamento outros motivos como o comodismo, a mentalidade consumista, a visão hipertrofiada dos próprios problemas, o egoísmo, etc.” (CIFUENTES, Rafael Llano. 274 perguntas e respostas sobre sexo e amor. 2. ed. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1993. p. 141.)
19. Um casal poderia utilizar a continência periódica sem ter nenhum motivo sério para espaçar ou limitar o número de filhos?
Não. Se fizesse isso estaria frustrando o plano de Deus, que disse: “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,22). Para evitar que o casal decida valer-se da continência periódica por motivos egoísticos, a Igreja dá aos confessores a seguinte orientação: “... será conveniente [para o confessor] averiguar a solidez dos motivos que se têm para a limitação da paternidade ou maternidade e a liceidade dos métodos escolhidos para distanciar e evitar uma nova concepção” (PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA, Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, 1997, n.º 12).
20. É mais fácil educar um só filho do que muitos?
O Papa João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu: “A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, vários filhos, porque para que o novo homem forme sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também diz-se que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’”(WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.)
De fato, o filho único está arriscado a ser uma criança problema. Recebe toda a atenção dos pais e não está acostumado a dividir. Poderá ter dificuldade no futuro ao ingressar na sociedade civil. Já um filho com muitos irmãos acostuma-se desde pequeno às regras do convívio social. Os irmãos maiores ajudam a cuidar dos menores, e todos crescem juntos.
21. Quantos métodos naturais existem para regulação da procriação?
Existem vários métodos usados para se identificar os dias férteis da mulher, a fim de que o casal possa praticar a continência periódica.
a) o método Ogino-Knauss, ou método da tabela. É o mais antigo de todos e tem pouca eficácia. Hoje seu uso está abandonado.
b) o método da temperatura. Baseia-se na observação da temperatura da mulher, que varia quando ocorre ovulação. O aparelho Mini-Sophia é uma versão eletrônica e computadorizada do uso deste método.
c) o método Billings, que se baseia na observação do muco cervical, que se torna fluido e úmido nos dias férteis, e seco nos dias inférteis. Não exige que o ciclo menstrual seja regular. Pode ser usado pelos casais mais pobres e mais incultos.
22. É verdade que o método Billings “não funciona”?
“Não funciona” para os fabricantes de anticoncepcionais, que não querem perder seus lucros. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a eficiência do método é de 98,5 %. Ele foi testado em diversos países como Filipinas, Índia, Nova Zelândia, Irlanda e El Salvador.
23. Mas não é muito mais cômodo tomar a pílula anticoncepcional do que abster-se de relações sexuais em certos dias?
Sem dúvida é mais cômodo. Mas o verdadeiro amor se prova pelo sacrifício.
24. E se a mulher engravidar apesar de praticar a continência periódica?
O filho deve ser recebido com amor e alegria. Aliás, o casal já deveria estar contando com esta possibilidade. A atitude de abertura à vida é fundamental para o verdadeiro amor.
Anápolis, 19 de abril de 2010.

Obrigado por não me abortar- Relato de um caso

Argentino abandonado na maternidade reencontra mãe no Facebook

Marcia Carmo

De Buenos Aires para a BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/04/100419_facebook_argentina_mc_np.shtml

A página lançada por Barrios recebeu 25 mil membros (Foto: Arquivo pessoal)

Um estudante argentino de 23 anos, que havia sido abandonado em um hospital quando tinha sete dias de vida, encontrou a mãe biológica através do site de relacionamentos Facebook.

Mauricio Barrios, que mora na província de Córdoba com a família que o adotou, lançou em março uma página no Facebook chamada “Busco a mi mamá” ("Procuro minha mãe"), na tentativa de encontrar a mãe biológica.

Segundo ele, além da família adotiva, 25 mil pessoas se uniram à campanha na rede social para tentar ajudá-lo.

“Há uma semana apareceu uma amiga da minha mãe biológica, que a ajudou naquela época. O nome dela é Iris e ela me disse onde morava a família da minha mãe. Viajei com parentes (adotivos) à Villa del Totoral, e lá encontrei meus avós, meus tios e primos”, disse ele ao jornal Clarin.

Desculpas

Como a mãe não estava na cidade, o encontro entre eles só ocorreu no último domingo, em uma praça, na companhia de familiares.

“Ela me abraçou, pediu desculpas, e eu a desculpei e a agradeci por me deixar ter vida”, disse.

Segundo Mauricio, a mãe biológica teria contado que a gravidez foi "um acidente", que casou com outra pessoa, mas não tem filhos.

Mauricio contou que foi deixado pela mãe biológica num hospital após ter sido nascido prematuro no dia 1º de janeiro de 1987.
“Eu queria agradecer porque ela me deixou nascer, não me abortou. Ela me manteve vivo durante os sete meses da gravidez”, afirmou, nesta segunda-feira, diante das câmeras de televisão da Argentina.

“Sinto um imenso alívio. Eu sempre quis saber quem era minha família de sangue. Sempre tive essa curiosidade, essa pergunta constante. Estou muito mais tranquilo e feliz agora”, disse, por telefone, à BBC Brasil.

Na segunda-feira, Mauricio agradeceu no Facebook o apoio dado a ele.



Na Argentina
"Obrigado por não me abortar": Jovem de 23 anos perdoa a sua mãe que o abandonou ao nascer


Mauricio (foto Clarín)
Buenos Aires, 20 Abr. 10 / 11:05 am (ACI).- Mauricio tem 23 anos e após ter criado no Facebook um grupo chamado "Procuro a minha mamãe" finalmente a encontrou e pôde reunir-se com ela que o havia abandonado ao nascer. Suas primeiras palavras à mulher que agora tem 50 anos foram: "Obrigado por ter tido a valentia de bancar-me (me suportar) sete meses e não ter me abortado".

No sábado pela tarde Mauricio conversou por telefone com sua mãe. Ela, muito emocionada, disse-lhe: "meu filho; sou eu, sua mamãe. Não me odeie. Perdoe-me. Recordei-te sempre, nunca me esqueci de você".

O emotivo encontro em Córdoba, cheio de abraços e silêncios, deu-se ao dia seguinte. Em declarações ao jornal argentino “Clarín” o jovem comentou: "senti-me pleno, nunca tinha experimentado a serenidade da alma. Por fim pude fechar minha história".

"O único que atinei a dizer foi que estava tudo bem e que eu a perdoava", disse Mauricio.

No encontro, explica o jovem de 23 anos, a mãe lhe contou que não tinha outros filhos, que seu pai foi "um acidente" em sua vida e que tinha reconstruído sua vida com outra pessoa. Sem ressentimento, ele lhe ofereceu uma mensagem de gratidão: "Obrigado por ter tido a valentia de bancar-me sete meses e não ter me abortado".

Ao relatar a história que finalmente levou a este esperado encontro, em meio de seus "novos parentes", Mauricio assinala que "eles me contaram que minha mãe estava vivendo em Córdoba capital. Disse-lhes que não queria problemas, só precisava agradecer-lhe porque ela me deixou nascer".

Agora, comenta o jovem, o grupo de Facebook vai se chamar "Já a encontrei".

sábado, 17 de abril de 2010

3º Encontro de legisladores e Governantes em Luta pela Vida

3º Encontro de Legisladores e Governantes em Luta pela Vida
Notícias
Em busca de vencer os grandes desafios a serem enfrentados em defesa da vida, desde a sua concepção, o Movimento pró-vida está se mobilizando para ampliar o movimento em todo o país. Para isso a Frente Parlamentar em Defesa da Vida - Contra o aborto - do Congresso Nacional está convidando os parlamentares municipais (vereadores), estaduais e federais, senadores (as), prefeitos (as) e vice-prefeitos (as), bem como os militantes pró-vida para participarem do 3º Encontro Brasileiro de Legisladores e Goverantes pela vida.

O encontro acontecerá no dia 28 de Abril de 2010, a partir das 9 horas, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O objetivo principal é "demarcar novas estratégias de ação para fortalecer as Frentes Parlamentares Municipais e Estaduais e promover a conscientização dos prefeitos(as) para que implementem políticas públicas de apoio à maternidade e resistam às ações na área da saúde e da educação propostas pelo Governo Federal, que têm como finalidade implementar políticas de incentivo à prática do aborto e fazer a propaganda, principalmente junto à juventude, de que o aborto é um caminho a ser seguido", esclare o Movimento.

As inscrições para o encontro são gratuitas e podem ser feitas através do site www.camara.gov.br - acessar o link 3º Encontro de Legisladores e Governantes pela Vida e preencher o questionário de inscrição.

Outras informações pelos telefones: (61) 3215-3626 / 3215-1626 /3215-5626 (Gabinete Deputado Federal Luiz Bassuma/BA)

ou (61) 3215-5454 (Gabinete Deputado Federal Drº Talmir Rodrigues/SP)

ou ainda pelo email: frenteparlamentarpelavida@yahoo.com.br

e também pelo site: www.frenteparlamentarpelavida.com.br


Programação

09h:00 – Abertura

10h:00 – Lançamento da Campanha Nacional “Legisladores e Governantes pela Vida – A
VIDA depende do seu VOTO” pelo Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil
Sem Aborto.

10h:30 m – Premiação de Legislativos e Governos com a entrega do SELO “Cidade
Pró-Vida”.

11h:30 m – Mesa 1: Tema: O pensamento de mulheres ocupantes de cargo eletivo que são
contra a legalização do aborto: razões éticas, filosóficas e políticas.

13h:00 – Almoço

14h:30 m – Mesa 2: O direito à vida desde a concepção como um direito humano
fundamental e o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal.

16h:30 m – Mesa 3: A importância da articulação e mobilização política nos Estados e
Municípios contra a legalização do aborto: dificuldades, desafios e propostas.

18:00 h - Encerramento

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Gravidez Tubaria ??? è possivel converter em gravidez uterina sem recorrer ao aborto..

Gravidez ectópica
(que fazer quando o bebê se implanta fora do útero?)[1]
Gravidez ectópica (ek + topos = fora do lugar) é aquela em que a implantação do bebê se dá não no útero (lugar natural), mas fora dele, como no abdômen, no ovário ou na trompa. O caso mais comum de gravidez ectópica é a gravidez tubária, em que o embrião se implanta na tuba ou salpinge ou trompa de Falópio.

A conversão tubário-uterina
A solução mais óbvia para esse problema é transportar a criança da trompa para o útero. Essa cirurgia, conhecida como operação Wallace ou conversão tubário-uterina, foi feita com sucesso em 1915 por C. J. Wallace[2]. Foram relatados mais dois casos de sucesso: em 1980 por Landrum B. Shettles[3] e em 1994 por J. M. Pearce e seus colaboradores[4]. Hoje, com a ultra-sonografia transvaginal, é possível detectar uma gravidez ectópica quando o embrião tem apenas 4 a 5 milímetros. Quanto mais cedo a detecção, maior a chance de sucesso da cirurgia. Parece, porém, que tem havido um grande desinteresse pela pesquisa nesse campo, apesar do esforço do médico italiano Eugenio Lenzi em conclamar seus colegas. Bom seria se os veterinários investissem nos modelos animais, provocando uma gravidez ectópica e tentando convertê-la em gravidez uterina.
A expectação armada
Na impossibilidade de fazer a conversão tubário-uterina, resta ao médico a expectação armada, isto é, de esperar a evolução espontânea da gravidez ectópica, com a gestante hospitalizada, próxima a uma sala de cirurgia e submetida a uma monitoração contínua.
Em mais de 65% dos casos, a gravidez termina em aborto espontâneo ou o embrião morre e é reabsorvido pela trompa[5].
A literatura fala de casos raríssimos em que o bebê se desenvolveu até a maturidade, sem que a trompa se rompesse, sendo depois extraído vivo por laparotomia[6].
Quando a gravidez evolui até a ruptura da trompa, é preciso intervir imediatamente para estancar a hemorragia. Somente uma hemorragia em ato justifica a remoção da tuba[7]. Muitas vezes, em tal ocasião, o bebê já morreu. Se, porém, ele não ainda estiver vivo, sua morte não será causada diretamente pela cirurgia. Assim explica T. L. Bouscaren:
[Do estancamento do fluxo sanguíneo] seguem dois efeitos imediatos, que são igualmente próximos entre si, a saber, a conservação da vida da mãe e a extinção da vida do feto. Nenhum desses efeitos é mais imediato que o outro. Exatamente a mesma compressão do fórceps, o mesmo golpe da tesoura que conserva o suprimento de sangue para a mãe corta-o para o feto[8].
Em tal situação, a remoção da trompa (salpingectomia) é justificada pelo princípio da ação com duplo efeito. Ela é feita com o fim de salvar a vida da mãe e seria feita mesmo se a hemorragia não fosse causada pela presença de um bebê na trompa.

A morte do bebê não é meio (não é ela que salva a vida da mãe) nem é fim (a cirurgia não é feita para matar o bebê), mas apenas um efeito secundário inevitável. Se o bebê for encontrado vivo, deve-se batizá-lo imediatamente.
Pode-se remover a trompa antes que ela se rompa?
O mesmo autor T. L. Bouscaren que, como vimos, expõe de maneira brilhante a aplicação do princípio da ação com duplo efeito quando a trompa está-se rompendo, avança para defender, em sua tese doutoral na Universidade Gregoriana (1928), a remoção da trompa (salpingectomia) antes da ruptura tubária.
Segundo ele, mesmo antes que a trompa se rompa, ela se torna debilitada. A criança não é a “doença” a ser removida. Seu crescimento, porém, torna a tuba doente. É esse órgão doente que é removido pela salpingectomia, tendo como efeito indireto a morte da criança que se encontra em seu interior[9].
Embora essa tese tenha encontrado ampla aceitação entre os moralistas, ela não é segura. Não conta com o apoio explícito do Magistério da Igreja e apresenta duas dificuldades insuperáveis:
1) Essa cirurgia não seria feita se a mãe não estivesse grávida.
2) Se o médico matasse a criança, deixando a trompa intacta, salvaria a vida da mãe.
Isso indica que o fim da cirurgia é a morte do bebê, que serve como meio para salvar a vida da mãe. Atualmente há outros procedimentos — todos eles imorais — em que o bebê é morto diretamente, deixando a trompa intacta, por exemplo:
a aplicação de metotrexato, uma substância que impede o desenvolvimento do embrião, causando sua morte por inanição;
a retirada do embrião por uma incisão na trompa (salpingostomia linear) causando sua morte por imaturidade.
Quando se está diante do direito certo de inocente à vida, como é o caso da gravidez ectópica, não se pode seguir uma opinião apenas provável, mas não segura: “o caçador não pode disparar quando duvida se o objeto percebido ao longe é homem ou animal selvagem”[10]. Os únicos procedimentos que seguramente não são diretamente abortivos são a conversão tubário-uterina e a expectação armada.
Não é preciso demonstrar que a tese de Bouscaren é falsa. Basta admitir que ela é insegura, conforme demonstramos, para que não se possa segui-la.

Anápolis, 12 de março de 2010.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz


[1] Este artigo é um resumo do livro “O princípio da ação com duplo efeito e sua aplicação à gravidez ectópica”, dissertação de Mestrado em Bioética do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz apresentada no Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, Roma, em 2009.

[2] C. J. WALLACE. “Transplantation of ectopic pregnancy from fallopian tube to cavity of uterus”, Surgery, Gynecology and Obstetrics 24 (1917), 578-579.

[3] L. B. SHETTLES. “Tubal embryo successfully transferred in utero”, American Journal of Obstetrics and Gynecology 163 (1990), 2026.

[4] Cf. PEARCE, J.M. – MANYONDA, I. T., CHAMBERLIN, G. V. P., “Term delivery after intrauterine relocation of an ectopic pregnancy”, British Journal of Obstetrics and Gynaecology (101) 1994, 716-717.

[5] Cf. A. G. SPAGNOLO – M. L. DI PIETRO, “Quale decisione per l’embrione in una gravidanza tubarica?”, Medicina e Morale 2 (1995),, 298-299.

[6] Cf. T. L. BOUSCAREN, Ethics of ectopic operations, Loyola University Press, Chicago 1933, 140-141.

[7] G. FASANELLA – N. SILVESTRI – E. SGRECCIA, “Gravidanza extra-uterina” in S. LEONE – S. PRIVITERA (ed.), Nuovo dizionario di Bioetica, Città Nuova, Roma - Istituto Siciliano di Bioetica, Acireale 2004, 556.

[8] T. L. BOUSCAREN, Ethics of ectopic operations…, 152.154.

[9] Cf. T. L. BOUSCAREN, Ethics of ectopic operations…, 162.

[10] T. T. DEL GRECO, Teologia Moral. Compêndio da Moral Católica para o clero em geral e leigos, Pia Sociedade de São Paulo, São Paulo 1959, 234-235.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

pela vida

Mortalidade materna e infantil é violação aos direitos humanos, diz Rosalba

"Existe maior violação ao direito humano do que uma mulher chegar para ter seu filho e, na hora do parto, morrer por falta de oxigênio?" Com essa pergunta a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) fez uma reflexão sobre a descriminalização do aborto, um dos temas da exposição do ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em audiência promovida nesta quinta-feira (8) por seis comissões do Senado.
A senadora lembrou que o ministro ressaltou na audiência que a descriminalização do aborto é uma questão de saúde pública, porque muitas mulheres morrem por recorrer a clínicas ilegais. Rosalba citou outros "problemas de saúde pública" e de violação dos direitos humanos que acontecem em várias regiões do país.
- Existe maior violação ao direito humano do que ver o filho que você desejou não sobreviver porque faltou leito de UTI? Existe maior violação ao direito humano do que milhares e milhares de mulheres morrendo, todo ano, quando isso poderia ter sido evitado por um pré-natal que lhes desse, pelo menos, o direito de fazer os exames necessários?
A senadora disse saber de casos de mulheres que precisam fazer uma simples ultrassonografia para prevenir a morte durante o parto, mas, quando o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o atendimento, a paciente já morreu por complicação. Ela considerou vergonhosa para o país a mortalidade materna, um dos problemas com cujo combate o país se comprometeu, ao assinar as Metas do Milênio.
Rosalba disse temer que a liberação do aborto tenha, no SUS, o mesmo destino da laqueadura de trompas: quem pretende fazer esse tipo de cirurgia enfrenta grande filas nos hospitais públicos.
- Vai liberar o aborto? Cadê as condições para fazer esse tipo de aborto? Vai ser muito bom para quem possa botar uma clínica particular. Vai aparecer o convênio, vai aparecer tudo para banalizar cada vez mais a vida e tirar lucros.
A senadora considerou a educação a forma mais correta de defender a vida das mulheres. Quanto mais alto o nível de educação das mulheres, "menos elas chegam ao extremo de colocar em risco sua vida e tirar a vida de uma criança que está nascendo", enfatizou.
Da Redação / Agência Senado

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mais um intercessor pelos bebês no céu

Falece marido de Santa Gianna Beretta


Da Redação, com ACI Digital


saintgianna.orgPietro Molla e sua esposa, Santa Gianna Beretta Molla
O marido de Santa Gianna Beretta Molla, Pietro, faleceu, aos 97 anos, no último Sábado Santo, 3, um dia de especial importância para essa família. "Pietro Molla foi um pilar e uma rocha, um homem de extraordinária fé, simplicidade e santidade", disse o Diretor da Salt and Light TV, padre Thomas Rosica, ao saber da notícia.

Para o sacerdote, Pietro viveu "uma vida de santidade e como sua amada esposa, Gianna, fez da santidade algo que nós também podemos alcançar".

Pietro passou muito tempo de sua vida como viúvo logo após a morte de sua esposa em 1962, que preferiu dar à luz a sua filha repelindo o aborto que alguns médicos lhe sugeriam, assim como também o tratamento que poderia ter salvo a sua vida. Gianna era médica e faleceu uma semana depois de ter dado à luz a Gianna Emanuela, justamente em um Sábado Santo, daí vem a importância desse dia para a família. Seu marido ficou com os quatro filhos e nunca voltou a casar-se.

"Santa Gianna deu sua vida para que o bebê em seu ventre pudesse viver. Agora, Pietro volta para a Casa do Pai na manhã do Sábado Santo de 2010", explica.

Para o padre Rosica "esta história de santidade não terminou com Santa Gianna Beretta Molla". "Tenho a certeza de que a causa de beatificação e canonização será aberta logo. Que poderoso testemunho será isto para a dignidade do matrimônio e a vida familiar!", manifestou.

Pietro Molla foi enterrado junto à sua esposa, no cemitério de Mêsero, na Itália.