Os “indesejáveis” e a propaganda da inverdade
Respondendo aos argumentos abortistas do jornal Folha de S. Paulo
Julio Severo
Tudo começa na propaganda em massa, e a grande mídia, que tem praticamente monopólio dessa propaganda, pode provocar alterações imensas na mentalidade da população. Já dizia o chefe de propaganda nazista que uma mentira repetida mil vezes se torna verdade. Tal repetição na grande mídia pode transformar na mente popular ódio em amor e vice-versa, e morte em vida, e vice-versa.
Contudo, o debate agora não mais é sobre a vida dos “indesejáveis” judeus na mídia da Alemanha nazista. O debate agora trata dos “indesejáveis” bebês em gestação na moderna mídia do Brasil.
Em seu artigo “Abortando o problema”, Hélio Schwartsman, articulista e editorialista da Folha de S. Paulo, defendeu o aborto com a seguinte argumentação:
“Suponhamos por um breve instante que as leis e instituições funcionassem direitinho no Brasil e que todas as mulheres que induzem ou tentam induzir em si mesmas um aborto fora das hipóteses previstas em lei (risco de vida para a mãe ou gravidez resultante de estupro) fossem identificadas, processadas e presas. Neste caso, precisaríamos construir 5,5 novos presídios femininos (unidades de 500 vagas) por dia apenas para abrigar as cerca de 1 milhão de ex-futuras mamães que interrompem ilegalmente suas gravidezes a cada ano”.
Eu não sei de que cartola Schwartsman tirou esse coelho de 1 milhão para basear seus cálculos, já que é hábito antigo da propaganda pró-aborto no Brasil inchar os números. O Dr. Bernard Nathanson, médico judeu que se tornou o diretor da maior clínica de abortos do mundo ocidental e presidiu 60 mil operações de aborto, confessou acerca da propaganda antes da legalização do aborto nos EUA:
Diante do público… quando falávamos em estatísticas [de mulheres que morriam em conseqüência de abortos clandestinos], sempre mencionávamos “de 5 a 10 mil mortes por ano”. Confesso que eu sabia que esses números eram totalmente falsos… Mas de acordo com a “ética” da nossa revolução, era uma estatística útil e amplamente aceita. Então por que devíamos tentar corrigi-la com estatísticas honestas? [1]
Quando a meta é exterminar o “problema”, para os nazistas os fins justificavam os meios — e a propaganda e as estatísticas infladas. Hoje, quando a meta é abortar o “problema”, igualmente os fins justificam os meios — e a propaganda e as estatísticas infladas.
Mas mesmo que o número de 1 milhão de Schwartsman fosse correto, o que fazer? A doutrinação “cultural” controlada pelos nazistas na Alemanha chegou a tal ponto que grande parte da população concordava em exterminar judeus — e provavelmente um número significativo de alemães participou ativamente de tal extermínio. O que fazer? O número elevado de participantes de um crime justifica sua aceitação e legalização?
O bom, no caso do Dr. Nathanson, é que ele acabou largando seu multimilionário negócio sujo de fazer abortos e manipular estatísticas.
As maravilhas do aborto legal?
O argumento de Schwartsman prossegue: “Recursos igualmente vultosos teriam de ser destinados à edificação de orfanatos, para abrigar os milhares de crianças que ficariam desassistidas enquanto suas mães cumprissem pena”.
Então, com a legalização do aborto, haveria menos despesas para o governo? Bem-vindo a “Alice no país das maravilhas do aborto”! E quanto aos recursos mais vultosos, sr. Schwartsman, que teriam de ser destinados para arcar com o enorme sistema que teria de ser criado a fim de atender centenas de milhares de mulheres que, seduzidas pelos anúncios da indústria estatal do aborto, fariam dois, três ou quatro abortos? Quem vai pagar essa imensa conta, sr. Schwartsman? E quem vai pagar a conta dos traumas e seqüelas do aborto nas mulheres e suas famílias?
Tente, sr. Schwartsman, junto com sua esposa dar a seus filhos pequenos educação escolar em casa, e diante de sua persistência, o governo o condenará à prisão ou no mínimo à perda da guarda de seus filhos, pouco se importando se suas crianças pequenas ficarão sem pai e mãe. Enquanto você propõe que mulheres que matam sejam poupadas, famílias que não matam nem estupram não estão sendo poupadas pelo Estado que quer controle sobre tudo e sobre todos.
O governo também quer criminalizar a prática de pais amorosos disciplinarem os filhos. Quanto dinheiro, sr. Schwartsman, deverá ser gasto para a construção de orfanatos para crianças cujos pais forem presos pelo “crime” de educar os filhos em casa ou por fazerem uso de seu tradicional direito de disciplinar e corrigir fisicamente a desobediência dos filhos?
Se até pais e mães inocentes estão sendo condenados, por que indivíduos culpados não podem ser condenados?
Se uma mãe mata uma criança de seis anos, ou mata outro adulto, deveria o Estado poupá-la só porque ela tem outros filhos para criar?
No caso em que uma mãe matou deliberadamente seu bebê em gestação, que chances os outros filhos dessa mulher terão de ter uma criação psicologicamente saudável e sem traumas?
Onde o aborto coloca a mulher?
O aborto intencional também coloca a mulher numa categoria diferente do papel de mãe amorosa. Enquanto, a fim de obter conquistas, o movimento feminista pró-aborto pinta todas as mulheres como eternas oprimidas e vítimas, o assassinato de bebês em gestação efetivamente coloca a mulher que mata na categoria de opressora.
Com o aborto intencional, a mulher se junta ao homem na capacidade e desumanidade de agredir, violar direitos e matar uma vida inocente.
Schwartsman continua: “Vale observar ainda que essa minha conta despreza um número significativo de médicos, parteiras ou simplesmente comadres e amigas que de algum modo auxiliaram as nossas reeducandas a livrar-se dos fetos indesejáveis e, pela lei, também deveriam ir à cadeia”.
O que fazer com os milhares de guardas de campo de concentração, médicos sádicos e todos os outros alemães que colaboraram para exterminar os “indesejáveis”? Essa seria uma boa pergunta para o editorialista da Folha de S. Paulo.
Questão de saúde pública?
Em todo caso, Schwartsman insiste em que “o problema do aborto não é uma questão que se resolva na Justiça”. É questão do que, então?
Exterminar judeus era uma questão de saúde pública? Provavelmente, a população alemã amante da cultura nazista diria que sim, respondendo que é muito mais saudável não ter os indesejáveis judeus por perto. Hoje, quem está na categoria de indesejáveis são os bebês em gestação, cujo extermínio não é encarado como grave problema ético e criminal, mas simplesmente como “questão de saúde pública”.
A contracepção diminui os abortos?
Schwartsman diz: “O importante, em termos práticos, é criar as condições para que as mulheres não precisem abortar, o que se consegue basicamente com a oferta de métodos contraceptivos gratuitos ou pelo menos muito baratos à população (com o que a Igreja Católica não concorda) e com educação. Os estudos demográficos são unânimes em apontar uma fortíssima correlação entre o nível de instrução da mulher e a diminuição da fecundidade e, por conseguinte, dos abortos clandestinos.”
O acesso amplo a contraceptivos diminui o número de abortos? Schwartsman deveria explicar isso para os EUA e Europa, que são campeões em contracepção e aborto legal! Só os EUA têm hoje mais de 1 milhão de abortos legais por ano. Desde a legalização do aborto nos EUA em 1973, mais de 50 milhões de bebês em gestação foram assassinados. A contracepção diminui o número de abortos, sr. Schwartsman, só em shows mágicos de cartolas e coelhinhos.
Mas concordo com ele em que há uma “fortíssima correlação entre o nível de instrução da mulher e a diminuição da fecundidade”. Apesar disso, não há nenhuma correlação entre o nível de instrução da mulher e a diminuição de abortos legais. Nenhuma. Basta ver as americanas e européias: diplomadas e carreiristas movidas à abundante contracepção e abundantes abortos.
Diplomadas, carreiristas e aborteiras
O que está bastante documentado é que grupos governamentais e não governamentais dos EUA, junto com instituições internacionais como a ONU, vêm há décadas impondo a educação sistemática das mulheres, não por uma preocupação com o bem-estar delas, mas exclusivamente para alcançar seu objetivo maior de reduzir a população mundial — inclusive por meio do aborto legal.
De acordo com eles, a mulher que passa mais tempo na escola e universidade terá como preocupação central da vida suas próprias ambições profissionais, deixando o casamento para mais tarde, se chegar a se casar. Quando se casa — perto da idade de 30, quando 90% dos óvulos já se foram —, ela tem um ou dois filhos, e é mais propensa a abortar como meio de proteger sua carreira. A mulher profissional de hoje é modelo de produção em massa idealizado pela elite do controle populacional. Ela é a imagem e semelhança dos planejamentos dos engenheiros sociais pró-aborto e anti-família.
A educação mais prolongada da mulher diminui suas chances de casamento e família, mas jamais reduz sua atividade sexual, que começa bem cedo e sem nenhum compromisso. O sr. Schwartsman poderia então apresentar uma proposta mais ética e justa: mulheres que não querem ter bebês deveriam evitar relações sexuais, que normalmente levam à gravidez. Se ele não entende esse principio tão básico, tão primordial, o que ele conseguirá entender sobre vida, filhos e família?
Essa proposta racional e prática resolveria vastos problemas sociais e individuais, inclusive o aborto e filhos traumatizados nascidos de relações de indivíduos cujo único compromisso é o hedonismo.
O sr. Schwartsman dá sua razão para não se considerar a vida sagrada: “Estima-se que 2/3 a 3/4 dos óvulos fecundados jamais se fixem no útero, resultando em abortos espontâneos”. É como dizer que, só porque milhares de homens e mulheres morrem de acidentes todos os dias, podemos esquecer igualmente a sacralidade da vida e aprovar as pretensões assassinas que vierem à cabeça de desalmados editorialistas e legisladores.
Incertezas sobre o direito à vida: a novela se repete
O restante do texto do sr. Schwartsman se ocupa em obscurecer as questões relativas ao começo da vida humana, procurando contrapor ciência com religião, e religião com religião, como se a ciência, o direito, a filosofia e a religião não pudessem ficar a serviço da “ética” ideológica predominante. Ciência e religião não eram problemas para o Estado laico da Alemanha nazista e União Soviética. Aliás, por pura coincidência o aborto era a ética do Estado laico da Alemanha nazista e União Soviética que, mesmo se declarando a favor da família, eram assassinos de bebês e famílias. Ambos os sistemas assassinavam dentro e fora do útero.
Se o sr. Schwartsman tivesse passado por tais sistemas, sua mãe e o Estado teriam a palavra final sobre a vida dele dentro do útero, cabendo exclusivamente ao Estado todas as decisões de vida ou morte dele fora do útero, com pouca chance de ele sobreviver para se tornar um formulador de teorias chiques, falsas e tortas na Folha de S. Paulo, posando de filósofo que sabe pensar sobre questões éticas.
Incertezas sobre a vida sempre existirão, mas nada deveria nos impedir de alcançar uma genuína ética que enxergue “todos os seres humanos como criação de Deus”. Havia durante séculos incertezas sobre a humanidade dos judeus. Alguns criam que eles eram meio seres humanos. Outros, nem isso. A motivação por trás de cada incerteza ou certeza era muitas vezes o ódio. E não é diferente no debate sobre o aborto. Quando se fala em “abortar o problema”, a motivação inegável é o ódio, pois o ódio leva à destruição de vidas inocentes.
A visão ideológica sobre os “indesejáveis”
Hoje, o mundo islâmico — que conta com pelo menos 1 bilhão de adeptos — tem em menor ou maior grau muitas incertezas sobre o direito à existência dos judeus e os mais radicais entre eles têm a opinião de que os judeus são simplesmente porcos e animais descartáveis, e é certeza que com uma legalização oficial do extermínio de judeus, muitos outros odiadores sairiam do armário.
Não é o ódio que está motivando o presidente do Irã a fabricar armas nucleares para destruir Israel? Ele pouco se importa se os judeus são seres humanos ou não. De forma igual, os defensores do aborto pouco se importam se os bebês em gestação são seres humanos ou não. O ódio, para eles, é tudo.
Os nazistas queriam resolver o seu “problema”. O presidente do Irã quer resolver o seu “problema”. Os defensores do aborto querem resolver o seu “problema”. A propaganda é diferente, mas o resultado é o mesmo.
Na Alemanha nazista, governo e mídia andavam de mãos dadas com a idéia de que os “indesejáveis” judeus eram o problema. No Brasil moderno, governo e mídia andam de mãos dadas com a idéia de que os “indesejáveis” bebês em gestação são o problema.
Como seguidor de Jesus Cristo e sua ética, na Alemanha nazista eu defenderia os “indesejáveis” judeus do mesmo jeito que defendo hoje os “indesejáveis” bebês em gestação. E mesmo diante do extremo ódio e irracionalidade de muitas nações contra Israel, eu ouso defender o direito do “indesejável” Israel à existência, por causa das promessas de Deus a Abraão, Isaque e Jacó.
Apesar das incertezas que o sr. Schwartsman tentou introduzir no debate sobre o aborto, a única certeza que sobra no texto dele é que deve-se abortar o “problema”.
Sr. Schwartsman, o “problema” não é o judeu, nem o bebê em gestação. O problema é a falta de ética verdadeira — a mesma ética que dirigiu cristãos a abrigarem e esconderem judeus dos nazistas, a mesma ética que hoje os leva a defender o direito à vida dos bebês em gestação contra as propagandas que defendem os Auschwitz do aborto.
O mundo ficaria melhor com a destruição legal deles?
Schwartsman finaliza dizendo: “O mundo não é exatamente um lugar bonito. Mas não precisamos piorá-lo ainda mais transformando-o numa imensa penitenciária”. Essencialmente, ele quis dizer: “O mundo ficaria menos feio se ninguém fosse punido por matar bebês em gestação”.
Nos países onde o Estado controla a tudo e a todos, ninguém vai para a cadeia por matar bebês em gestação. A União Soviética e a Alemanha nazista, nações pioneiras em moderna legislação pró-aborto, não precisavam construir mais penitenciárias para prender mulheres que matavam seus filhos em gestação. Para Schwartsman, só isso já era uma grande economia!
Contudo, não havia economia nenhuma para perseguir os inocentes. Tanto a União Soviética quanto a Alemanha nazista precisaram construir muito mais campos de concentração, para prender, torturar e matar as pessoas que discordavam do sistema e de sua “ética”. Quando os criminosos e seus crimes recebem proteção legal, os inocentes acabam perdendo a sua.
Correndo o risco de ser repetitivo contra os argumentos repetitivos de Schwartsman, a legalização do aborto provocará a tenebrosa necessidade de se estabelecer milhares de clínicas estatais e serviços de aborto em todo o Brasil — a um elevado custo que, como sempre, ficará sobre os ombros do trabalhador brasileiro. Que destino desgraçado! Trabalhar para pagar a conta de sangue dos outros!
Nos países em que o aborto é livre, o cidadão que recusa pagar o imposto do aborto é preso. O cidadão que ousa orar ou se manifestar pacificamente em frente de um matadouro estatal de bebês pode ser preso como se fosse um criminoso — enquanto médico e mulher dentro da clínica matam sob a proteção da lei. E ai de quem chamar os assassinos de assassinos, pois a polícia vem para bater — nos que contrariam o “sagrado” direito de matar.
Hoje, à medida que o Estado brasileiro controla mais e mais a vida dos cidadãos e vai caminhando para descriminalizar o aborto, o direito de livre expressão de criticar essa marcha assassina vai sendo cortado, trazendo o espectro de um dia em que o futuro Estado abortista sentirá necessidade de construir milhares e milhares de penitenciárias para abrigar os milhões de cidadãos brasileiros que discordam da imperiosa e sacrossanta visão estatal e midiática do aborto.
O sr. Schwartsman tem suas razões para tornar o aborto legal menos repulsivo: O nome dele está ligado ao grupo pró-aborto Comissão de Cidadania e Reprodução. Tal credencial lhe permite usar sua experiência jornalística de um modo “imparcial” e “objetivo” no debate sobre o aborto.
De fato, o mundo não é um lugar bonito, mas ficaria menos feio sem as idéias nazistas e soviéticas de aborto.
Para quem não teve sua visão deturpada pela propaganda da inverdade, os bebês são uma das únicas coisas belas que ainda restam neste mundo. Como é que dá então para torná-lo mais bonito com a legalização da destruição em massa deles?
Versão em inglês deste artigo: The “unwanted” and the untruthfulness propaganda
Fonte: www.juliosevero.com
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Líderes pró-vida internacionais vão à capital dos EUA para protestar contra as políticas anti-vida americanas
FRONT ROYAL, VA, 18 de janeiro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Líderes pró-vida internacionais da África, Europa, América do Sul, Ásia e Oceania vieram à capital dos Estados Unidos para unir-se aos americanos e protestar contra a expansão de políticas anti-vida sob o governo de Obama.
Os líderes internacionais, que estão ligados a Human Life International (HLI), falarão numa conferência em 22 de janeiro no Washington Court Hotel em Washington, D.C. antes de se juntarem a centenas de milhares de outros líderes pró-vida na Marcha pela Vida.
“A Marcha pela Vida dos EUA é agora a Marcha pela Vida do mundo”, disse Joseph Meaney, diretor de coordenação internacional de HLI. “A marcha se tornou o protesto pró-vida do mundo por causa da promoção agressiva do aborto e controle populacional que agora é a política oficial dos Estados Unidos, graças ao governo do presidente Barack Obama”.
“22 de janeiro não é apenas o aniversário da decisão Roe versus Wade, que [legalizou o aborto nos EUA e] levou à destruição de quase 50 milhões de crianças americanas”, disse a Dra. Ligaya Acosta, coordenadora regional de HLI para a Ásia e Oceania. “Este agora é o aniversário em que o presidente Obama permitiu que os recursos de impostos dos contribuintes americanos sejam usados para promover o aborto e outras agressões à vida em meu próprio país das Filipinas, na África, na China… em todo o mundo onde 40 milhões de bebês são mortos anualmente. É errado e estamos aqui para dizer a ele e ao Congresso que parem de pagar para matar nossos filhos”.
A Dra. Acosta estava se referindo ao fato de que em 23 de janeiro de 2009 o presidente Obama revogou a Política da Cidade do México, que havia, sob os governos de Reagan e ambos os Bushes, restringido o uso de financiamentos federais para apoiar organizações que promovessem ou realizassem aborto no exterior. Em dezembro, essa revogação permitiu que o Congresso aprovasse um abrangente projeto de lei orçamentário, assinado pelo presidente Obama, que incluía quase $700 milhões para organizações internacionais que promovem o aborto.
“Estamos cansados do arrogante governo americano tentando nos dizer quantos filhos temos de ter”, disse Emil Hagamu, coordenador regional de HLI para a África de língua inglesa. “O presidente Obama é de ascendência queniana. Como é que ele pode fazer isso com seu próprio povo?”
“Essas políticas agressivas estão inegavelmente prejudicando o prestígio dos EUA com as pessoas do mundo, ainda que ajudem os EUA a apelar para as cruéis elites internacionais que querem tomar conta de tudo”, disse Raymond de Souza, coordenador de HLI para as nações de língua portuguesa. “Quando a assistência internacional é ligada ao aborto, é como manter uma nação refém, dizendo-lhe que as crianças são ruins — o que acaba virando em desesperança para o futuro. Isso é uma violência terrível contra as famílias e crianças do mundo em desenvolvimento”.
Informações sobre a mini-conferência de HLI “The Fight for Life Around the World” estão disponíveis aqui.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
FRONT ROYAL, VA, 18 de janeiro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Líderes pró-vida internacionais da África, Europa, América do Sul, Ásia e Oceania vieram à capital dos Estados Unidos para unir-se aos americanos e protestar contra a expansão de políticas anti-vida sob o governo de Obama.
Os líderes internacionais, que estão ligados a Human Life International (HLI), falarão numa conferência em 22 de janeiro no Washington Court Hotel em Washington, D.C. antes de se juntarem a centenas de milhares de outros líderes pró-vida na Marcha pela Vida.
“A Marcha pela Vida dos EUA é agora a Marcha pela Vida do mundo”, disse Joseph Meaney, diretor de coordenação internacional de HLI. “A marcha se tornou o protesto pró-vida do mundo por causa da promoção agressiva do aborto e controle populacional que agora é a política oficial dos Estados Unidos, graças ao governo do presidente Barack Obama”.
“22 de janeiro não é apenas o aniversário da decisão Roe versus Wade, que [legalizou o aborto nos EUA e] levou à destruição de quase 50 milhões de crianças americanas”, disse a Dra. Ligaya Acosta, coordenadora regional de HLI para a Ásia e Oceania. “Este agora é o aniversário em que o presidente Obama permitiu que os recursos de impostos dos contribuintes americanos sejam usados para promover o aborto e outras agressões à vida em meu próprio país das Filipinas, na África, na China… em todo o mundo onde 40 milhões de bebês são mortos anualmente. É errado e estamos aqui para dizer a ele e ao Congresso que parem de pagar para matar nossos filhos”.
A Dra. Acosta estava se referindo ao fato de que em 23 de janeiro de 2009 o presidente Obama revogou a Política da Cidade do México, que havia, sob os governos de Reagan e ambos os Bushes, restringido o uso de financiamentos federais para apoiar organizações que promovessem ou realizassem aborto no exterior. Em dezembro, essa revogação permitiu que o Congresso aprovasse um abrangente projeto de lei orçamentário, assinado pelo presidente Obama, que incluía quase $700 milhões para organizações internacionais que promovem o aborto.
“Estamos cansados do arrogante governo americano tentando nos dizer quantos filhos temos de ter”, disse Emil Hagamu, coordenador regional de HLI para a África de língua inglesa. “O presidente Obama é de ascendência queniana. Como é que ele pode fazer isso com seu próprio povo?”
“Essas políticas agressivas estão inegavelmente prejudicando o prestígio dos EUA com as pessoas do mundo, ainda que ajudem os EUA a apelar para as cruéis elites internacionais que querem tomar conta de tudo”, disse Raymond de Souza, coordenador de HLI para as nações de língua portuguesa. “Quando a assistência internacional é ligada ao aborto, é como manter uma nação refém, dizendo-lhe que as crianças são ruins — o que acaba virando em desesperança para o futuro. Isso é uma violência terrível contra as famílias e crianças do mundo em desenvolvimento”.
Informações sobre a mini-conferência de HLI “The Fight for Life Around the World” estão disponíveis aqui.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Marcha pela VIda 2010
Vejam o link abaixo.
M A R A V I L H O S O !!!
Com a presença dos nossos Padres Marianos (em 2000 tive a graça de participar lá).
Que o nosso povo brasileiro faça algo agora, antes q tenhamos que correr atrás do prejuízo no futuro...
Pe. Silvio, MIC
here's a pretty cool music video that captures the heart of the 2010 March for Life.
it's worth the watch
http://www.youtube.com/watch?v=AWKL9E4u53k
M A R A V I L H O S O !!!
Com a presença dos nossos Padres Marianos (em 2000 tive a graça de participar lá).
Que o nosso povo brasileiro faça algo agora, antes q tenhamos que correr atrás do prejuízo no futuro...
Pe. Silvio, MIC
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http://www.youtube.com/watch?v=AWKL9E4u53k
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Mãe e bebê morrem no parto e recuperam a vida...
Neste Natal, um duplo milagre: em trabalho de parto, mãe e bebê morrem e recuperam a vida
O pequenino Coltyn Hermanstorfer
A jovem mãe, Tracy Hermanstorfer, de 33 anos, encontrava-se na maternidade do Hospital Memorial, em Colorado Springs (Estados Unidos), preparando-se para dar à luz na própria noite de Natal. Subitamente, ela começou a sentir-se sonolenta. Recostou-se então numa poltrona e perdeu todos os sinais vitais: cessaram os batimentos cardíacos e a pressão sangüínea, e ela deixou de respirar, sem que os médicos conseguissem diagnosticar a causa.
Mike Hermanstorfer, de 37 anos, marido de Tracy [foto acima], acompanhou toda essa agonia e ouviu dos médicos que o melhor a fazer naquele momento seria uma cesariana de emergência para salvar o bebê. Entretanto, uma segunda surpresa: o bebê veio à luz sem sinais de vida. “Senti que tudo o que eu tinha nesse mundo estava sendo tirado de mim”, lastimou Mike. Novos exames foram realizados. Enquanto uma equipe médica cuidava do bebê natimorto, outra equipe tentava reanimar a mãe, sem qualquer batimento cardíaco. Os médicos declararam mortos mãe e filho.
Mas eis uma terceira surpresa: o pai, após ter embalado o cadáver de seu pequenino filho, percebeu que os bracinhos do bebê começaram a se movimentar e que ele passou a respirar... Simultaneamente, sem nenhuma explicação natural, também a mãe começou a respirar. Ambos recuperaram a vida no mesmo momento!
Um milagre? Uma misteriosa ressurreição? Uma das médicas que se encontravam presentes no momento do parto, a Dra. Stephanie Martin, especialista em medicina materno-fetal, declarou numa entrevista ao Daily Mail: “Não há explicação, pois o coração dela parou e, alguns minutos depois, recuperou os batimentos. Fizemos uma investigação rigorosa e simplesmente não conseguimos entender o que aconteceu”.
Por sua vez, Mike declarou: “Eu e minha mulher temos fé em Deus. Mas mesmo uma pessoa que não acredite em milagres não terá argumentos para contestar o que aconteceu. Não houve explicação, é a mão de Deus”.
Tracy afirmou não se recordar de absolutamente nada do que aconteceu. Apenas lembrou-se de ter sido tomada por uma forte sonolência, de ter adormecido, e que quando acordou estava na sala de terapia intensiva. Disse que pretende, quando seu pequeno Coltyn crescer e tiver idade suficiente para entender o que sucedeu, contar-lhe tudo. “Vou dizer que ele é meu miracle-baby”.
No dia 29 de dezembro passado, a mãe com seu baby nos braços, acompanhada do marido, saudáveis deixaram o hospital rumo à sua residência nos arredores de Colorado Springs (aproximadamente 65 Km ao sul de Denver). Lá, apesar do atraso, juntamente com seus outros dois filhos K
O pequenino Coltyn Hermanstorfer
A jovem mãe, Tracy Hermanstorfer, de 33 anos, encontrava-se na maternidade do Hospital Memorial, em Colorado Springs (Estados Unidos), preparando-se para dar à luz na própria noite de Natal. Subitamente, ela começou a sentir-se sonolenta. Recostou-se então numa poltrona e perdeu todos os sinais vitais: cessaram os batimentos cardíacos e a pressão sangüínea, e ela deixou de respirar, sem que os médicos conseguissem diagnosticar a causa.
Mike Hermanstorfer, de 37 anos, marido de Tracy [foto acima], acompanhou toda essa agonia e ouviu dos médicos que o melhor a fazer naquele momento seria uma cesariana de emergência para salvar o bebê. Entretanto, uma segunda surpresa: o bebê veio à luz sem sinais de vida. “Senti que tudo o que eu tinha nesse mundo estava sendo tirado de mim”, lastimou Mike. Novos exames foram realizados. Enquanto uma equipe médica cuidava do bebê natimorto, outra equipe tentava reanimar a mãe, sem qualquer batimento cardíaco. Os médicos declararam mortos mãe e filho.
Mas eis uma terceira surpresa: o pai, após ter embalado o cadáver de seu pequenino filho, percebeu que os bracinhos do bebê começaram a se movimentar e que ele passou a respirar... Simultaneamente, sem nenhuma explicação natural, também a mãe começou a respirar. Ambos recuperaram a vida no mesmo momento!
Um milagre? Uma misteriosa ressurreição? Uma das médicas que se encontravam presentes no momento do parto, a Dra. Stephanie Martin, especialista em medicina materno-fetal, declarou numa entrevista ao Daily Mail: “Não há explicação, pois o coração dela parou e, alguns minutos depois, recuperou os batimentos. Fizemos uma investigação rigorosa e simplesmente não conseguimos entender o que aconteceu”.
Por sua vez, Mike declarou: “Eu e minha mulher temos fé em Deus. Mas mesmo uma pessoa que não acredite em milagres não terá argumentos para contestar o que aconteceu. Não houve explicação, é a mão de Deus”.
Tracy afirmou não se recordar de absolutamente nada do que aconteceu. Apenas lembrou-se de ter sido tomada por uma forte sonolência, de ter adormecido, e que quando acordou estava na sala de terapia intensiva. Disse que pretende, quando seu pequeno Coltyn crescer e tiver idade suficiente para entender o que sucedeu, contar-lhe tudo. “Vou dizer que ele é meu miracle-baby”.
No dia 29 de dezembro passado, a mãe com seu baby nos braços, acompanhada do marido, saudáveis deixaram o hospital rumo à sua residência nos arredores de Colorado Springs (aproximadamente 65 Km ao sul de Denver). Lá, apesar do atraso, juntamente com seus outros dois filhos K
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
“Sou absolutamente contra o aborto” - Entrevista com Zilda Arns
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ENTREVISTA&id=ent0055
Para Zilda Arns, médica pediatra e sanitarista, “tentar solucionar os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no País com a legalização do aborto é uma ação paliativa, que apontaria o fracasso da sociedade nas áreas da saúde, da educação e da cidadania e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país”. Ela vê o embrião como um ser humano completo em fase de crescimento “tanto quanto um bebê, uma criança ou um adolescente”. Irmã do cardeal D. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, Zilda é também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Viúva desde 1978, mãe de cinco filhos e avó de nove netos, vem recebendo diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, a Pastoral da Criança já recebeu diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação. Formada em Medicina, aprofundou-se em Saúde Pública visando a salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres.
IHU On-Line – Em que a senhora fundamenta sua posição radicalmente contrária ao aborto?
Zilda Arns - Sou absolutamente contra o aborto. Em primeiro lugar, sou a favor da vida, e fundamento meu ponto de vista não somente na fé cristã, mas também na ciência e em aspectos éticos e jurídicos. Já está comprovado cientificamente que o feto é um ser humano completo, desde a sua concepção e, por isso, tem direito à vida, como defende o artigo quinto da Constituição Brasileira[1] e o artigo segundo do Código Civil[2]. Cabe ao Estado o dever de tutelar e proteger a vida do embrião ou do feto de qualquer ameaça, sob pena de violação dos direitos humanos.
Sou médica pediatra e sanitarista, com mais de 47 anos de experiência em saúde pública. Além disso, estou nos últimos 24 anos à frente da Pastoral da Criança (instituição que acompanha 1,9 milhão de crianças com menos de seis anos, em 42 mil comunidades pobres do país). Por isso, tenho a convicção de que medidas educativas e preventivas são as únicas soluções para o problema das gestações não desejadas. Tentar solucionar problemas, como a gravidez indesejada na adolescência, ou atos violentos, como estupros e os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no País, com a legalização do aborto, é uma ação paliativa, que apontaria o fracasso da sociedade nas áreas da saúde, da educação e da cidadania e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país. Não se pode consertar um crime com outro ainda maior, tirando a vida de um ser humano indefeso. É preciso investir na educação de qualidade, nas famílias e nas escolas.
É preciso, antes de tudo, refletir. Será que nos países em que esse e outros abortos são permitidos, os jovens e as mulheres estão mais conscientes e têm menos problemas? Esta e outras questões estão relacionadas na carta que enviei, no final de 1997, ao Congresso Nacional como apelo da Pastoral da Criança em defesa da Vida, e artigos publicados em revistas e jornais nos últimos anos. Antes de qualquer coisa, é preciso diminuir a desigualdade social e dar mais oportunidades, principalmente às mulheres mais pobres.
IHU On-Line – Como podemos formular a questão do estatuto do embrião, considerando sua implicação na questão do aborto?
Zilda Arns - O embrião é um SER HUMANO completo em fase de crescimento tanto quanto um bebê, uma criança ou um adolescente. Com a evolução das ciências da reprodução humana, mais especialmente nas últimas duas décadas, não há a menor dúvida de que a vida do SER HUMANO se inicia no momento da concepção. Não se trata de um amontoado de células. Quando se dá o encontro gamético, produz-se a primeira unidade da vida, que contém toda herança genética e todos os requisitos para caracterizar a vida. As novas tecnologias como o ultra-som, o monitoramento do coração do feto, a fetoscopia[3] e a histeroscopia[4], para acompanhar o que se passa no interior do útero, comprovam ainda que o feto resiste e se defende dos agentes externos, que porventura querem lhe tirar a vida. Para quem se interessar, pode confirmar essas informações assistindo ao vídeo Grito silencioso[5], que mostra as reações do feto em um processo de aborto induzido, realizado em um país onde a prática é permitida.
IHU On-Line – Como se caracteriza a abordagem ética do aborto?
Zilda Arns – Existe um princípio de injustiça nessa prática. Mais uma vez, ao invés de consertar o tecido social roto, querem jogar sobre a mulher o pesado fardo da injustiça social, oferecendo-lhe a oportunidade de abortar o filho que veio abrigar-se em seu ventre, filho esse que não planejou ou que foi concebido como conseqüência de um ato violento. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) et al, publicadas em 1994, comprovam que crianças mal tratadas, oprimidas, violentadas em seu primeiro ano de vida têm forte tendência a se tornarem violentas e criminosas. Portanto, há de se cuidar do ser humano, desde a gestação, e dar prioridade a atender às crianças pequenas, menores de seis anos, e, mais especificamente, às crianças menores de um ano, somando as forças das famílias, da sociedade e dos governos, para que o tecido social seja forte e preservado. A ética e a moral não são exclusivas da religião. Devem servir de guia para toda a sociedade, incluindo a ciência e a técnica. Não faltam cientistas, juristas e legisladores que, no exercício de seus mandatos e profissões, têm como objetivo maior a defesa e a promoção da vida, a serviço do bem comum.
IHU On-Line – O aborto é um problema que precisa de uma solução, ou ele pode ser uma solução?
Zilda Arns - Felizmente, muitas pessoas comprometidas com o bem-estar das mulheres optam por vestir a camisa da erradicação da pobreza, da miséria e da ignorância que as oprime, principalmente nos países mais pobres. Para gerar desenvolvimento e, por conseqüência, boas condições de saúde e de vida, é preciso investir em educação de qualidade e criar políticas públicas de assistência materno-infantil, de orientação aos adolescentes, às mulheres e às famílias, a fim de que elas tenham melhores oportunidades de estudo e de desenvolverem-se no futuro. A prática de abortos seria um retrocesso da saúde pública, que, ao invés de investir na qualidade de vida da população, passaria a reproduzir uma cultura de incentivo à morte, à violência.
IHU On-Line – Uma lei a favor pode ser a única resposta ao problema do aborto?
Zilda Arns - Sob o ponto de vista de políticas de saúde, seria muito mais humano e econômico à nação investir em qualidade de vida e melhor assistência à saúde do que investir contra o ser humano indefeso. Não se pode eliminar a pobreza por meio da eliminação dos pobres, assim como não se pode eliminar a violência de uma gravidez indesejada mediante outra forma de violência, como é o aborto. Tenho certeza de que nossos deputados e senadores não se deixarão seduzir pela cultura da morte e da corrupção e lutarão pelo respeito à vida e por melhor qualidade de vida para todos. Afinal, o Código Civil, no artigo segundo, afirma: “A personalidade civil do homem começa no nascimento com vida; mas a lei põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro”.
IHU On-Line – Como lidar com a mentalidade abortista, tão presente na sociedade, que banaliza a questão do aborto?
Zilda Arns - Feministas famosas, realmente comprometidas com o bem-estar das mulheres, com o evento das novas tecnologias e conhecedoras profundas do sofrimento humano, deixaram a bandeira do aborto e optaram pela bandeira da erradicação da pobreza, da miséria, da ignorância que oprime as mulheres, principalmente nos países em desenvolvimento. Lembro-me de médicos, tais como o Dr. Bernard N. Nathanson, M.D. co-fundador da Liga Nacional pelos Direitos ao Aborto nos Estados Unidos, e diretor da maior clínica abortista do mundo, responsável por mais de 75 mil casos desse tipo, converteu-se em defensor da vida, devido a um conhecimento mais profundo do ser humano, pelos avanços da ciência e dos aparelhos de tecnologia avançada. Dr. Nathanson convenceu-se da existência da vida humana desde o momento da concepção. Ele advertiu ainda sobre as estatísticas falsas de morte de mulheres em conseqüência de abortos clandestinos. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) confirma não existir nenhuma pesquisa sobre esse assunto no Brasil, apesar de muitas vezes serem divulgados falsos dados remetendo ao nome da organização.
IHU On-Line – Podemos conciliar a autonomia e a liberdade da mulher com a vida e a defesa do embrião?
Zilda Arns - Trata-se de um princípio de convivência de dois seres humanos. O “outro” é o limite de nossa liberdade. Se a mulher tem direitos e deveres, eles não podem interferir ou impedir o direito à vida de outro ser humano, ou seja, o fato de ela ser gestante de um embrião não lhe possibilita qualquer ação que possa prejudicar a vida dele.
IHU On-Line – O que a senhora pensa sobre o plebiscito da descriminalização do aborto?
Zilda Arns - Hoje estou convencida de que o aborto não é matéria para entrar num plebiscito, porque não se pode votar pela vida ou morte de um ser humano inocente e sem defesas.
--------------------------------------------------------------------------------
[1] Art. 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. (Nota da IHU On-Line)
[2] Art. 2o: A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. (Nota da IHU On-Line)
[3] Fetoscopia: Trata-se de um procedimento onde se associa a ultra-sonografia e a videolaparoscopia, com o objetivo de se visualizar diretamente o feto, no interior da cavidade amniótica. Esse procedimento também é conhecido como cirurgia endoscópica fetal. (Nota da IHU On-Line)
[4] [4] Histeroscopia: a Vídeo-histeroscopia é um método que oferece uma imagem direta, tridimensional dos órgãos internos sem que haja intervenção cirúrgica. A histeroscopia é método que já permite ao médico analisar diretamente a cavidade uterina da paciente e encontrar alterações que, sob outros meios, estariam quase ocultas. A técnica pode ser feita em ambulatório. (Nota da IHU On-Line)
[5] Disponível em: http://www.silentscream.org/silentsc_port.html (Nota da IHU On-Line)
(Fonte: http://www.unisinos.br/ihu)
__._,_.___
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ENTREVISTA&id=ent0055
Para Zilda Arns, médica pediatra e sanitarista, “tentar solucionar os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no País com a legalização do aborto é uma ação paliativa, que apontaria o fracasso da sociedade nas áreas da saúde, da educação e da cidadania e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país”. Ela vê o embrião como um ser humano completo em fase de crescimento “tanto quanto um bebê, uma criança ou um adolescente”. Irmã do cardeal D. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, Zilda é também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Viúva desde 1978, mãe de cinco filhos e avó de nove netos, vem recebendo diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, a Pastoral da Criança já recebeu diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação. Formada em Medicina, aprofundou-se em Saúde Pública visando a salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres.
IHU On-Line – Em que a senhora fundamenta sua posição radicalmente contrária ao aborto?
Zilda Arns - Sou absolutamente contra o aborto. Em primeiro lugar, sou a favor da vida, e fundamento meu ponto de vista não somente na fé cristã, mas também na ciência e em aspectos éticos e jurídicos. Já está comprovado cientificamente que o feto é um ser humano completo, desde a sua concepção e, por isso, tem direito à vida, como defende o artigo quinto da Constituição Brasileira[1] e o artigo segundo do Código Civil[2]. Cabe ao Estado o dever de tutelar e proteger a vida do embrião ou do feto de qualquer ameaça, sob pena de violação dos direitos humanos.
Sou médica pediatra e sanitarista, com mais de 47 anos de experiência em saúde pública. Além disso, estou nos últimos 24 anos à frente da Pastoral da Criança (instituição que acompanha 1,9 milhão de crianças com menos de seis anos, em 42 mil comunidades pobres do país). Por isso, tenho a convicção de que medidas educativas e preventivas são as únicas soluções para o problema das gestações não desejadas. Tentar solucionar problemas, como a gravidez indesejada na adolescência, ou atos violentos, como estupros e os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no País, com a legalização do aborto, é uma ação paliativa, que apontaria o fracasso da sociedade nas áreas da saúde, da educação e da cidadania e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país. Não se pode consertar um crime com outro ainda maior, tirando a vida de um ser humano indefeso. É preciso investir na educação de qualidade, nas famílias e nas escolas.
É preciso, antes de tudo, refletir. Será que nos países em que esse e outros abortos são permitidos, os jovens e as mulheres estão mais conscientes e têm menos problemas? Esta e outras questões estão relacionadas na carta que enviei, no final de 1997, ao Congresso Nacional como apelo da Pastoral da Criança em defesa da Vida, e artigos publicados em revistas e jornais nos últimos anos. Antes de qualquer coisa, é preciso diminuir a desigualdade social e dar mais oportunidades, principalmente às mulheres mais pobres.
IHU On-Line – Como podemos formular a questão do estatuto do embrião, considerando sua implicação na questão do aborto?
Zilda Arns - O embrião é um SER HUMANO completo em fase de crescimento tanto quanto um bebê, uma criança ou um adolescente. Com a evolução das ciências da reprodução humana, mais especialmente nas últimas duas décadas, não há a menor dúvida de que a vida do SER HUMANO se inicia no momento da concepção. Não se trata de um amontoado de células. Quando se dá o encontro gamético, produz-se a primeira unidade da vida, que contém toda herança genética e todos os requisitos para caracterizar a vida. As novas tecnologias como o ultra-som, o monitoramento do coração do feto, a fetoscopia[3] e a histeroscopia[4], para acompanhar o que se passa no interior do útero, comprovam ainda que o feto resiste e se defende dos agentes externos, que porventura querem lhe tirar a vida. Para quem se interessar, pode confirmar essas informações assistindo ao vídeo Grito silencioso[5], que mostra as reações do feto em um processo de aborto induzido, realizado em um país onde a prática é permitida.
IHU On-Line – Como se caracteriza a abordagem ética do aborto?
Zilda Arns – Existe um princípio de injustiça nessa prática. Mais uma vez, ao invés de consertar o tecido social roto, querem jogar sobre a mulher o pesado fardo da injustiça social, oferecendo-lhe a oportunidade de abortar o filho que veio abrigar-se em seu ventre, filho esse que não planejou ou que foi concebido como conseqüência de um ato violento. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) et al, publicadas em 1994, comprovam que crianças mal tratadas, oprimidas, violentadas em seu primeiro ano de vida têm forte tendência a se tornarem violentas e criminosas. Portanto, há de se cuidar do ser humano, desde a gestação, e dar prioridade a atender às crianças pequenas, menores de seis anos, e, mais especificamente, às crianças menores de um ano, somando as forças das famílias, da sociedade e dos governos, para que o tecido social seja forte e preservado. A ética e a moral não são exclusivas da religião. Devem servir de guia para toda a sociedade, incluindo a ciência e a técnica. Não faltam cientistas, juristas e legisladores que, no exercício de seus mandatos e profissões, têm como objetivo maior a defesa e a promoção da vida, a serviço do bem comum.
IHU On-Line – O aborto é um problema que precisa de uma solução, ou ele pode ser uma solução?
Zilda Arns - Felizmente, muitas pessoas comprometidas com o bem-estar das mulheres optam por vestir a camisa da erradicação da pobreza, da miséria e da ignorância que as oprime, principalmente nos países mais pobres. Para gerar desenvolvimento e, por conseqüência, boas condições de saúde e de vida, é preciso investir em educação de qualidade e criar políticas públicas de assistência materno-infantil, de orientação aos adolescentes, às mulheres e às famílias, a fim de que elas tenham melhores oportunidades de estudo e de desenvolverem-se no futuro. A prática de abortos seria um retrocesso da saúde pública, que, ao invés de investir na qualidade de vida da população, passaria a reproduzir uma cultura de incentivo à morte, à violência.
IHU On-Line – Uma lei a favor pode ser a única resposta ao problema do aborto?
Zilda Arns - Sob o ponto de vista de políticas de saúde, seria muito mais humano e econômico à nação investir em qualidade de vida e melhor assistência à saúde do que investir contra o ser humano indefeso. Não se pode eliminar a pobreza por meio da eliminação dos pobres, assim como não se pode eliminar a violência de uma gravidez indesejada mediante outra forma de violência, como é o aborto. Tenho certeza de que nossos deputados e senadores não se deixarão seduzir pela cultura da morte e da corrupção e lutarão pelo respeito à vida e por melhor qualidade de vida para todos. Afinal, o Código Civil, no artigo segundo, afirma: “A personalidade civil do homem começa no nascimento com vida; mas a lei põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro”.
IHU On-Line – Como lidar com a mentalidade abortista, tão presente na sociedade, que banaliza a questão do aborto?
Zilda Arns - Feministas famosas, realmente comprometidas com o bem-estar das mulheres, com o evento das novas tecnologias e conhecedoras profundas do sofrimento humano, deixaram a bandeira do aborto e optaram pela bandeira da erradicação da pobreza, da miséria, da ignorância que oprime as mulheres, principalmente nos países em desenvolvimento. Lembro-me de médicos, tais como o Dr. Bernard N. Nathanson, M.D. co-fundador da Liga Nacional pelos Direitos ao Aborto nos Estados Unidos, e diretor da maior clínica abortista do mundo, responsável por mais de 75 mil casos desse tipo, converteu-se em defensor da vida, devido a um conhecimento mais profundo do ser humano, pelos avanços da ciência e dos aparelhos de tecnologia avançada. Dr. Nathanson convenceu-se da existência da vida humana desde o momento da concepção. Ele advertiu ainda sobre as estatísticas falsas de morte de mulheres em conseqüência de abortos clandestinos. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) confirma não existir nenhuma pesquisa sobre esse assunto no Brasil, apesar de muitas vezes serem divulgados falsos dados remetendo ao nome da organização.
IHU On-Line – Podemos conciliar a autonomia e a liberdade da mulher com a vida e a defesa do embrião?
Zilda Arns - Trata-se de um princípio de convivência de dois seres humanos. O “outro” é o limite de nossa liberdade. Se a mulher tem direitos e deveres, eles não podem interferir ou impedir o direito à vida de outro ser humano, ou seja, o fato de ela ser gestante de um embrião não lhe possibilita qualquer ação que possa prejudicar a vida dele.
IHU On-Line – O que a senhora pensa sobre o plebiscito da descriminalização do aborto?
Zilda Arns - Hoje estou convencida de que o aborto não é matéria para entrar num plebiscito, porque não se pode votar pela vida ou morte de um ser humano inocente e sem defesas.
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[1] Art. 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. (Nota da IHU On-Line)
[2] Art. 2o: A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. (Nota da IHU On-Line)
[3] Fetoscopia: Trata-se de um procedimento onde se associa a ultra-sonografia e a videolaparoscopia, com o objetivo de se visualizar diretamente o feto, no interior da cavidade amniótica. Esse procedimento também é conhecido como cirurgia endoscópica fetal. (Nota da IHU On-Line)
[4] [4] Histeroscopia: a Vídeo-histeroscopia é um método que oferece uma imagem direta, tridimensional dos órgãos internos sem que haja intervenção cirúrgica. A histeroscopia é método que já permite ao médico analisar diretamente a cavidade uterina da paciente e encontrar alterações que, sob outros meios, estariam quase ocultas. A técnica pode ser feita em ambulatório. (Nota da IHU On-Line)
[5] Disponível em: http://www.silentscream.org/silentsc_port.html (Nota da IHU On-Line)
(Fonte: http://www.unisinos.br/ihu)
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Igreja Unida, voz de Deus e do povo, vida sim, aborto nunca!!
Lula vai retirar proposta sobre descriminalização de aborto
De Gerson Camarotti:
Preocupado com a forte reação da Igreja Católica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também considerou um erro a inclusão no Programa Nacional dos Direitos Humanos da intenção do governo de apoiar a aprovação do projeto de lei que "descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos". Além de mandar alterar o trecho sobre a Comissão da Verdade, Lula vai determinar ao ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, a exclusão desse trecho do programa.
Para Lula, o tema aborto só deve ser tratado pelo governo como questão de saúde pública. Assim, o governo deve dar garantia de acesso aos serviços de saúde para casos de aborto previstos em lei. A mudança nesse item será uma forma de amenizar o desgaste junto à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Em maio de 2007, na visita do Papa Bento XVI ao Brasil, o próprio Lula chegou a afirmar que o seu governo não enviaria qualquer projeto ao Congresso que permita a legalização do aborto. Na ocasião, ele acrescentou que a discussão sobre esse tipo de assunto polêmico cabe ao Congresso, e não é iniciativa do governo. Durante a visita ao Brasil, Bento XVI condenou o aborto.
A posição cautelosa de Lula ocorre uma semana depois de o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, dizer que considera uma demonstração de intolerância o Programa de Direitos Humanos sugerir que não sejam usados símbolos religiosos, como crucifixos, em repartições públicas. O religioso chegou a afirmar que é infiltração de uma "mentalidade laicista" no texto e acrescentou que ter direitos humanos é ter liberdade religiosa.
Nos bastidores, o governo já começou a atuar para diminuir a crise com a Igreja Católica. Integrantes da CNBB receberam recados do chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, de que o governo vai analisar os pontos criticados pela Igreja no Programa Nacional de Direitos Humanos. De forma reservada, alguns bispos advertiram integrantes do governo de que esse tipo de atitude poderia ter reflexos políticos e um posicionamento mais crítico da Igreja em ano eleitoral.
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=lula-vai-retirar-proposta-sobre-descriminalizacao-de-aborto&cod_Post=256785&a=111
"Assim que é concebido, um homem é um homem" (Prof. Jerôme Lejeune, Pai da Genética Moderna).
"O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo... Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito". (Mário Quintana)
De Gerson Camarotti:
Preocupado com a forte reação da Igreja Católica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também considerou um erro a inclusão no Programa Nacional dos Direitos Humanos da intenção do governo de apoiar a aprovação do projeto de lei que "descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos". Além de mandar alterar o trecho sobre a Comissão da Verdade, Lula vai determinar ao ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, a exclusão desse trecho do programa.
Para Lula, o tema aborto só deve ser tratado pelo governo como questão de saúde pública. Assim, o governo deve dar garantia de acesso aos serviços de saúde para casos de aborto previstos em lei. A mudança nesse item será uma forma de amenizar o desgaste junto à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Em maio de 2007, na visita do Papa Bento XVI ao Brasil, o próprio Lula chegou a afirmar que o seu governo não enviaria qualquer projeto ao Congresso que permita a legalização do aborto. Na ocasião, ele acrescentou que a discussão sobre esse tipo de assunto polêmico cabe ao Congresso, e não é iniciativa do governo. Durante a visita ao Brasil, Bento XVI condenou o aborto.
A posição cautelosa de Lula ocorre uma semana depois de o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, dizer que considera uma demonstração de intolerância o Programa de Direitos Humanos sugerir que não sejam usados símbolos religiosos, como crucifixos, em repartições públicas. O religioso chegou a afirmar que é infiltração de uma "mentalidade laicista" no texto e acrescentou que ter direitos humanos é ter liberdade religiosa.
Nos bastidores, o governo já começou a atuar para diminuir a crise com a Igreja Católica. Integrantes da CNBB receberam recados do chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, de que o governo vai analisar os pontos criticados pela Igreja no Programa Nacional de Direitos Humanos. De forma reservada, alguns bispos advertiram integrantes do governo de que esse tipo de atitude poderia ter reflexos políticos e um posicionamento mais crítico da Igreja em ano eleitoral.
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=lula-vai-retirar-proposta-sobre-descriminalizacao-de-aborto&cod_Post=256785&a=111
"Assim que é concebido, um homem é um homem" (Prof. Jerôme Lejeune, Pai da Genética Moderna).
"O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo... Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito". (Mário Quintana)
domingo, 10 de janeiro de 2010
Bispos reagem a propostas de descriminalização do aborto e união civil homossexual
Hoje na CBN falaram sobre a inconstitucionalidade de muiots objetivos
desse plano de direitos humanos de Lula.
Igreja também critica plano de direitos humanos de Lula
Folha de S. Paulo, 8 de janeiro de 2010.
Bispos reagem a propostas de descriminalização do aborto e união civil
homossexual
"Vemos nessas iniciativas uma atitude arbitrária e antidemocrática do
governo Lula", afirma o bispo d. José Simão: "A igreja é contra"
RAFAEL CARIELLO
DA EQUIPE DE EDITORIALISTAS
O 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos, qualificado por
comandantes militares como "insultuoso, agressivo e revanchista" em
relação às Forças Armadas, tem provocado também reações de
descontentamento e críticas ao governo do presidente Lula em setores
da Igreja Católica.
Bispos, padres e católicos ligados a movimentos pró-vida reagem a
quatro artigos do documento tornado público no mês passado. Os itens
propõem ações coordenadas de governo para apoiar "a aprovação do
projeto de lei que descriminaliza o aborto", "mecanismos para impedir
a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos", "a
união civil entre pessoas do mesmo sexo" e "o direito de adoção por
casais homoafetivos".
A defesa desses valores é tão ofensiva a setores da Igreja Católica
quanto foi, para os militares, a proposta de se criar uma "comissão
nacional da verdade", também contida no programa, com o objetivo de
examinar as violações de direitos humanos praticadas durante a
ditadura (1964-1985).
Atitude arbitrária
"Vemos nessas iniciativas uma atitude arbitrária e antidemocrática do
governo Lula", afirma d. José Simão, bispo de Assis (SP) e responsável
pelo Comitê de Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB (Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil), que congrega as dioceses do Estado de
São Paulo.
D. José declara que essa insatisfação é compartilhada por outros
bispos brasileiros: "A igreja é contra. É claro que os arcebispos, os
bispos são contrários [ao documento]".
Ele afirma que tem entrado em contato com outros religiosos e que
trabalha para articular um manifesto da igreja no Brasil em repúdio às
medidas defendidas pelo programa de direitos humanos: "Pretendemos
reunir, na primeira oportunidade, alguns bispos para discutir essa
questão".
O objetivo de d. José é conseguir uma declaração da CNBB sobre o tema,
mas há bispos, mesmo entre aqueles que compartilham de sua indignação,
que preferem não bater de frente com o Planalto. Vários religiosos e
setores da igreja são aliados tradicionais da esquerda e do PT em
outras causas defendidas no documento.
Grupos contrários ao aborto também têm se articulado para tentar fazer
frente ao programa de direitos humanos. Maria Dolly Guimarães,
presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida,
afirma que leigos têm escrito aos bispos pedindo que a igreja se
manifeste sobre o tema.
"Matar uma pessoa não pode ser visto como direito humano", ela diz.
"Esse texto pretende fazer o bem virar mal, e o que é mal virar bem.
Na minha opinião, que não é ainda a opinião da igreja, deveríamos
fazer uma campanha para conscientizar o povo brasileiro."
"Creio que o ambão [púlpito de onde se fazem as leituras da Bíblia e
de onde o padre pode fazer o seu sermão aos fieis] vai começar a agir
mais", declara.
Contatada, a Secretaria Especial de Direitos Humanos não se manifestou.
--
Patrícia Bernardo
desse plano de direitos humanos de Lula.
Igreja também critica plano de direitos humanos de Lula
Folha de S. Paulo, 8 de janeiro de 2010.
Bispos reagem a propostas de descriminalização do aborto e união civil
homossexual
"Vemos nessas iniciativas uma atitude arbitrária e antidemocrática do
governo Lula", afirma o bispo d. José Simão: "A igreja é contra"
RAFAEL CARIELLO
DA EQUIPE DE EDITORIALISTAS
O 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos, qualificado por
comandantes militares como "insultuoso, agressivo e revanchista" em
relação às Forças Armadas, tem provocado também reações de
descontentamento e críticas ao governo do presidente Lula em setores
da Igreja Católica.
Bispos, padres e católicos ligados a movimentos pró-vida reagem a
quatro artigos do documento tornado público no mês passado. Os itens
propõem ações coordenadas de governo para apoiar "a aprovação do
projeto de lei que descriminaliza o aborto", "mecanismos para impedir
a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos", "a
união civil entre pessoas do mesmo sexo" e "o direito de adoção por
casais homoafetivos".
A defesa desses valores é tão ofensiva a setores da Igreja Católica
quanto foi, para os militares, a proposta de se criar uma "comissão
nacional da verdade", também contida no programa, com o objetivo de
examinar as violações de direitos humanos praticadas durante a
ditadura (1964-1985).
Atitude arbitrária
"Vemos nessas iniciativas uma atitude arbitrária e antidemocrática do
governo Lula", afirma d. José Simão, bispo de Assis (SP) e responsável
pelo Comitê de Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB (Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil), que congrega as dioceses do Estado de
São Paulo.
D. José declara que essa insatisfação é compartilhada por outros
bispos brasileiros: "A igreja é contra. É claro que os arcebispos, os
bispos são contrários [ao documento]".
Ele afirma que tem entrado em contato com outros religiosos e que
trabalha para articular um manifesto da igreja no Brasil em repúdio às
medidas defendidas pelo programa de direitos humanos: "Pretendemos
reunir, na primeira oportunidade, alguns bispos para discutir essa
questão".
O objetivo de d. José é conseguir uma declaração da CNBB sobre o tema,
mas há bispos, mesmo entre aqueles que compartilham de sua indignação,
que preferem não bater de frente com o Planalto. Vários religiosos e
setores da igreja são aliados tradicionais da esquerda e do PT em
outras causas defendidas no documento.
Grupos contrários ao aborto também têm se articulado para tentar fazer
frente ao programa de direitos humanos. Maria Dolly Guimarães,
presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida,
afirma que leigos têm escrito aos bispos pedindo que a igreja se
manifeste sobre o tema.
"Matar uma pessoa não pode ser visto como direito humano", ela diz.
"Esse texto pretende fazer o bem virar mal, e o que é mal virar bem.
Na minha opinião, que não é ainda a opinião da igreja, deveríamos
fazer uma campanha para conscientizar o povo brasileiro."
"Creio que o ambão [púlpito de onde se fazem as leituras da Bíblia e
de onde o padre pode fazer o seu sermão aos fieis] vai começar a agir
mais", declara.
Contatada, a Secretaria Especial de Direitos Humanos não se manifestou.
--
Patrícia Bernardo
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